O blog da Nuage Comunicação

Nuage Comunica

Ferramentas de assessoria - parte 1
Ferramentas de assessoria - parte 1

As ferramentas da assessoria de imprensa – parte 1

Como explicamos no post anterior, a assessoria estabelece uma relação sólida entre a empresa-cliente e a imprensa, com o objetivo de conquistar coberturas jornalísticas favoráveis ao assessorado.

Em três posts, vamos explicar um pouco mais sobre a jornada de divulgação de notícias e as ferramentas utilizadas pela assessoria de imprensa.

O olhar jornalístico

Esta não é bem uma ferramenta, mas é pré-requisito indispensável. Às vezes, o assessorado tem práticas inovadoras, um produto superbacana no portfólio ou um colaborador de trajetória profissional fora do comum, mas estes fatores de grande interesse ficam perdidos em meio à rotina de trabalho.

É aí que entra o olhar jornalístico do assessor, capaz de identificar estes elementos que podem despertar o interesse da imprensa. Geralmente, o assessor é formado em jornalismo ou em relações públicas, conhece bem a dinâmica da imprensa e tem o olhar jornalístico adequado para identificar práticas notáveis e informá-las da forma correta aos jornalistas.

O movimento contrário, que parte dos noticiários em direção ao assessorado, também acontece, e muitas vezes a assessoria se inspira em pautas existentes para sugerir uma nova abordagem ou outro viés sobre um mesmo tema. Mais uma vez, o olhar jornalístico é essencial para perceber o que pode ou não ser encontrado nas práticas do assessorado.

Planejamento estratégico

O trabalho de assessoria de imprensa é guiado pelo planejamento estratégico de comunicação. Ele define aspectos como:

  • Principais temas a serem trabalhados
  • Oportunidades de divulgação
  • Veículos-alvo
  • Editorias de interesse
  • Porta-vozes da empresa
  • Calendário de pautas sazonais

Produzir este documento não é tarefa simples. É preciso fazer uma profunda imersão no negócio do cliente, em que são estudados seus produtos e serviços, identidade corporativa, pontos fortes e fracos, mercado, concorrentes… Tudo isso sob um olhar jornalístico (de novo ele!) e voltado para a imprensa.

No próximo post, vamos falar sobre mais duas ferramentas importantes para o assessor de imprensa: mailings e releases.

Quer falar sobre assessoria de imprensa com a gente? Nós adoramos esse assunto! Mande um e-mail para a Nuage.

Jornais em banca: como os resultados de assessoria de imprensa são alcançados?
Jornais em banca: como os resultados de assessoria de imprensa são alcançados?

O que é assessoria de imprensa?

O trabalho de assessoria de imprensa costuma gerar dúvidas e muitas expectativas: as matérias são pagas? É a mesma coisa que publicidade? Quando vou sair na capa da revista? Neste post, vamos explicar um pouco melhor sobre como funciona o trabalho de assessoria de imprensa e o que esperar dele.

A assessoria de imprensa estabelece uma relação entre o assessorado (que pode ser uma pessoa física ou jurídica) e os veículos de comunicação. O objetivo é criar oportunidades de cobertura jornalística em matérias do interesse do cliente. Com isso, o assessorado tem sua imagem fortalecida diante de seu público-alvo e ganha notoriedade e prestígio. Além disso, muitas vezes é possível divulgar seus produtos e serviços.

Essas coberturas jornalísticas podem acontecer de diversas formas. Algumas delas são:

  • Matérias específicas sobre o assessorado, seus produtos ou serviços
  • Entrevistas que posicionem o assessorado (ou seus porta-vozes) como especialista em seu campo de atuação
  • Artigos de opinião que divulguem o posicionamento do assessorado sobre determinada situação social ou de mercado
  • Artigos técnicos que demonstrem seu conhecimento em determinado campo de atuação
  • Cessão ou empréstimo de produtos, locações, cenários

Os formatos das inserções são muitos, e podem variar com o perfil de cada cliente.

É a mesma coisa que publicidade?

Não. As matérias resultantes da assessoria de imprensa não envolvem pagamento aos veículos de comunicação, e aparecem no material editorial da imprensa – ou seja, em matérias jornalísticas – e não em anúncios ou espaços comerciais.

A diferença crucial é que o material editorial passa pela apuração de repórteres e editores. Eles investigam a informação, ouvem outros personagens da história e só publicam o que realmente for verdadeiro e de interesse do público. Não há qualquer pagamento aos veículos de comunicação. Em espaços editoriais, os jornais só publicam o que julgam relevante.

O leitor percebe este esforço de apuração, e por isso a informação editorial tem muito mais credibilidade do que os anúncios.

As dores e as delícias de ser o que é

Mas nem tudo são flores: também por conta da apuração e liberdade jornalística, o assessor de imprensa não tem a garantia sobre a publicação da matéria, nem pode lê-la (e muito menos editá-la) com antecedência.

Por isso, expectativas realistas sobre o trabalho da assessoria de imprensa consideram que estabelecer uma relação de confiança leva tempo, e que uma postura ética com a imprensa inviabiliza qualquer “garantia” de publicação.

Mas sem desânimo: a experiência mostra que uma relação com a imprensa construída sobre informações verdadeiras e interessantes se reflete em resultados expressivos para os assessorados.

Gostou do assunto? Nós da Nuage preparamos uma série com mais três posts sobre as ferramentas do assessor de imprensa. Enquanto isso, você pode conferir alguns de nossos trabalhos clicando aqui. Também estamos sempre disponíveis por e-mail para um papo sobre comunicação. ☁️

As newsletters estão de volta

Elas nunca realmente saíram de cena, mas também nunca foram tão populares. Inicialmente chamadas de “boletim de notícias”, as newsletters são um dos primeiros formatos que a internet produziu e – quem diria – atravessam 2017 em plena forma: o MailChimp, uma das plataformas mais populares para envio de newsletters comerciais, conta mais de 15 milhões de usuários. Na TinyLetter, empresa do MailChimp voltada para newsletters pessoais, 9,3 milhões de assinantes recebem os e-mails produzidos por mais de 100 mil usuários.

Desde notícias do dia até reflexões pessoais, há newsletters para todos os gostos. E o caráter especializado dos boletins é justamente um de seus maiores trunfos: o conteúdo especializado é entregue para as pessoas certas, depois de ter passado por uma curadoria atenta. Quer coisa melhor do que informação relevante e de qualidade?

Em uma internet que inunda os usuários com informações por todos os lados, o formato limitado e enxuto das newsletters parece ter agradado a uma audiência cansada do excesso de estímulos e das notícias sensacionalistas. Há ainda usuários que sentem certa pessoalidade ao receber um e-mail em sua caixa postal, em vez de ter de buscar a informação por conta própria.

Novos negócios                                                                                                                               

Como se sabe, as empresas vão aonde há audiência. Por isso, a onda das newsletters inspira novos negócios. Uma das mais notáveis newsletters de noticias do Brasil, o Meio envia gratuitamente boletins de segunda a sexta pela manhã com um compilado das principais notícias do dia, a partir de diferentes jornais, sites e revistas. O boletim é o único produto da start-up (leia mais sobre o Meio nesta matéria do Projeto Draft).

Além disso, veículos tradicionais – como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo – também investem no formato, com um apanhado no fim do dia das principais notícias produzidas por suas equipes.

Para empresas

Até aqui, já deu para notar que uma mala direta com promoções não é a mesma coisa que uma newsletter, certo? Cada formato tem natureza e objetivos distintos. Enquanto a mala direta com ofertas é uma estratégia agressiva de vendas, a newsletter se insere na estrategia de conteúdo. Aqui, o objetivo é gerar  valor para o cliente e, assim, criar um relacionamento de confiança. Ao contrário das malas diretas promocionais, que buscam aumentar o volume de vendas instantaneamente, na newsletter a conversão acontece pelo vínculo do cliente com a marca.

O formato ideal, é claro, varia de acordo com a empresa. Mas aspectos como design, adequação ao público-alvo, tom de voz e conteúdo relevante são sempre importantes.

Gostou da ideia? Seguem algumas dicas que podem te inspirar

Aqui na Nuage, lemos diariamente o Meio e o compilado da Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo. Além disso, acompanhamos os boletins do Projeto Colabora.

Outra grande dica é a Lenny, da criadora da série Girls, Lena Dunham. Entre outros assuntos, a newsletter fala sobre conquistas femininas, arte, política e feminismo.

Na Galáxia, Maria Clara Villas compartilha links e novidades sobre música, cultura e internet.

A gente também adora quando tem e-mail da Oficina de Estilo – que, se reparar bem, fala muito mais do que apenas sobre moda.

Quer falar sobre newsletter com a gente? Mande um e-mail!

*****

Para fazer este post, pesquisamos nas seguintes fontes:

Projeto Draft

The Guardian

The New York Times

Medium / Pesquisaria

MailChimp

Tinyletter