1 de junho de 2017 Maria Clara Machado

As newsletters estão de volta

Elas nunca realmente saíram de cena, mas também nunca foram tão populares. Inicialmente chamadas de “boletim de notícias”, as newsletters são um dos primeiros formatos que a internet produziu e – quem diria – atravessam 2017 em plena forma: o MailChimp, uma das plataformas mais populares para envio de newsletters comerciais, conta mais de 15 milhões de usuários. Na TinyLetter, empresa do MailChimp voltada para newsletters pessoais, 9,3 milhões de assinantes recebem os e-mails produzidos por mais de 100 mil usuários.

Desde notícias do dia até reflexões pessoais, há newsletters para todos os gostos. E o caráter especializado dos boletins é justamente um de seus maiores trunfos: o conteúdo especializado é entregue para as pessoas certas, depois de ter passado por uma curadoria atenta. Quer coisa melhor do que informação relevante e de qualidade?

Em uma internet que inunda os usuários com informações por todos os lados, o formato limitado e enxuto das newsletters parece ter agradado a uma audiência cansada do excesso de estímulos e das notícias sensacionalistas. Há ainda usuários que sentem certa pessoalidade ao receber um e-mail em sua caixa postal, em vez de ter de buscar a informação por conta própria.

Novos negócios                                                                                                                               

Como se sabe, as empresas vão aonde há audiência. Por isso, a onda das newsletters inspira novos negócios. Uma das mais notáveis newsletters de noticias do Brasil, o Meio envia gratuitamente boletins de segunda a sexta pela manhã com um compilado das principais notícias do dia, a partir de diferentes jornais, sites e revistas. O boletim é o único produto da start-up (leia mais sobre o Meio nesta matéria do Projeto Draft).

Além disso, veículos tradicionais – como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo – também investem no formato, com um apanhado no fim do dia das principais notícias produzidas por suas equipes.

Para empresas

Até aqui, já deu para notar que uma mala direta com promoções não é a mesma coisa que uma newsletter, certo? Cada formato tem natureza e objetivos distintos. Enquanto a mala direta com ofertas é uma estratégia agressiva de vendas, a newsletter se insere na estrategia de conteúdo. Aqui, o objetivo é gerar  valor para o cliente e, assim, criar um relacionamento de confiança. Ao contrário das malas diretas promocionais, que buscam aumentar o volume de vendas instantaneamente, na newsletter a conversão acontece pelo vínculo do cliente com a marca.

O formato ideal, é claro, varia de acordo com a empresa. Mas aspectos como design, adequação ao público-alvo, tom de voz e conteúdo relevante são sempre importantes.

Gostou da ideia? Seguem algumas dicas que podem te inspirar

Aqui na Nuage, lemos diariamente o Meio e o compilado da Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo. Além disso, acompanhamos os boletins do Projeto Colabora.

Outra grande dica é a Lenny, da criadora da série Girls, Lena Dunham. Entre outros assuntos, a newsletter fala sobre conquistas femininas, arte, política e feminismo.

Na Galáxia, Maria Clara Villas compartilha links e novidades sobre música, cultura e internet.

A gente também adora quando tem e-mail da Oficina de Estilo – que, se reparar bem, fala muito mais do que apenas sobre moda.

Quer falar sobre newsletter com a gente? Mande um e-mail!

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Para fazer este post, pesquisamos nas seguintes fontes:

Projeto Draft

The Guardian

The New York Times

Medium / Pesquisaria

MailChimp

Tinyletter